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sábado, 3 de dezembro de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Oração pelo amigo
Pai nosso que estás nos céus,
Proteja meus amigos de todos os males físicos e emocionais
Dai-lhes Pai, clareza, centramento e fé.
Ajude-nos Senhor, para que tenham força e coragem,
Para trilharem seus caminhos nesta Terra
E deixarem um rastro de Luz, ligado ao Mestre Jesus.
Inspire-os para que possam ter consciência de seus atos
E então corrigirem seus rumos e definirem suas metas.
E que a força da bondade e do amor
Sejam suas identidades
Assim na Terra, como no Céu
E por toda a eternidade.
Pai de poder, amor e bondade,
Mostrai aos meus amigos
O caminho da serenidade, tão fundamental para a evolução
terça-feira, 7 de junho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Estado tem maior número de museus por habitante do país
Média do RS é de um museu para cada 26,6 mil moradores
Bruna Amaral | bruna.amaral@zerohora.com.br
O Rio Grande do Sul é festejado como culto na comparação com os demais estados brasileiros, especialmente por quem vê de fora. A Semana Nacional dos Museus, que vai de 16 a 22 de maio deixa isso em evidência. Proporcionalmente, nenhum outro Estado tem tantas instituições deste caráter. Segundo o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a média nacional per capita é de um para cada 67 mil pessoas; no Rio Grande do Sul, é um para cada 26,6 mil.
A pesquisa Museu em Números, divulgada pelo instituto em dezembro passado, mostra que os gaúchos têm à sua disposição 397 museus espalhados pelo Estado. O interessante é que, diferentemente do que ocorre no resto do país, eles não estão concentrados na capital: apenas 15% do total têm seu endereço em Porto Alegre.
O presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, vê na formação histórica do Rio Grando do Sul a justificativa para esta boa distribuição:
— O perfil de colonização é fundamental. Há uma vontade de preservar a memória sobre a saga dos colonos, e os museus são essenciais para isso.
Nenhum museu sobrevive isolado da comunidade em que se insere. De acordo com Nascimento, o papel fundamental destas instituições é representar a sociedade à sua volta. Além da distribuição geográfica, a recente criação dos cursos de Museologia na UFPel e na UFRGS constitui outro motivo de orgulho. Mas a política de atuação das instituições ainda precisa ser melhor desenvolvida.
A pesquisa Museu em Números, divulgada pelo instituto em dezembro passado, mostra que os gaúchos têm à sua disposição 397 museus espalhados pelo Estado. O interessante é que, diferentemente do que ocorre no resto do país, eles não estão concentrados na capital: apenas 15% do total têm seu endereço em Porto Alegre.
O presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, vê na formação histórica do Rio Grando do Sul a justificativa para esta boa distribuição:
— O perfil de colonização é fundamental. Há uma vontade de preservar a memória sobre a saga dos colonos, e os museus são essenciais para isso.
Nenhum museu sobrevive isolado da comunidade em que se insere. De acordo com Nascimento, o papel fundamental destas instituições é representar a sociedade à sua volta. Além da distribuição geográfica, a recente criação dos cursos de Museologia na UFPel e na UFRGS constitui outro motivo de orgulho. Mas a política de atuação das instituições ainda precisa ser melhor desenvolvida.
— O crescimento econômico dá às pessoas a possibilidade de procurar por outras formas de diversão — diz Nascimento. — Assim, o governo passa a valorizar a preservação da memória como uma estratégia política. Isso os países desenvolvidos já fazem há muito tempo.
A gratuidade em 86,8% dos museus gaúchos é um atrativo relevante para para que os museus possam receber mais atenção do público. A situação, afirma a coordenadora do curso de Museologia da UFRGS, Marlise Giovanaz, não é ideal, no entanto, projetos sólidos e atraentes existem:
A gratuidade em 86,8% dos museus gaúchos é um atrativo relevante para para que os museus possam receber mais atenção do público. A situação, afirma a coordenadora do curso de Museologia da UFRGS, Marlise Giovanaz, não é ideal, no entanto, projetos sólidos e atraentes existem:
— Apesar do problema de verbas curtas, temos iniciativas interessantíssimas no campo das artes. Locais com um funcionamento bastante articulado, como o Santander Cultural, a Fundação Iberê Camargo. Ações artísticas dentro e fora dos museus, como a Bienal — afimar Marlise.
Mas não é apenas o campo das artes que possui programação de museus bem estruturada. Outras instituições têm propostas que fogem do modelo tradicional. O Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, por exemplo, deixa que o visitante experiencie a ciência de maneira interativa. A interatividade, da mesma forma, é a marca do Museu da Eletricidade do RS e do Museu da UFRGS — ambos têm potencial para atrair jovens e turmas de escolas por meio de suas propostas contemporâneas, mas sem abrir mão da experiência tradicional de museu estático.
— Ainda há muitos museus que precisam ser melhorados tanto em programação quanto em infraestrutura. Mas o que realmente faz falta na cidade da Bienal do Mercosul é um centro de arte contemporânea de ponta digno da produção artística do Estado _ aponta José do Nascimento Júnior.
O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC) poderia ser um exemplo do que pede o presidente do Ibram, porém, a instituição não conta com sede própria. Seu acervo, ainda incipiente, está abrigado há anos temporariamente na Casa de Cultura Mario Quintana. Cultuar o passado é preciso, mas a capital do Estado onde há mais centros de difusão de cultura per capita não é exatamente um exemplo quando o assunto são os museus que vislumbrem o futuro.
Veja a localização dos museus de Porto Alegre, segundo a classificação do Ibram:
Mas não é apenas o campo das artes que possui programação de museus bem estruturada. Outras instituições têm propostas que fogem do modelo tradicional. O Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS, por exemplo, deixa que o visitante experiencie a ciência de maneira interativa. A interatividade, da mesma forma, é a marca do Museu da Eletricidade do RS e do Museu da UFRGS — ambos têm potencial para atrair jovens e turmas de escolas por meio de suas propostas contemporâneas, mas sem abrir mão da experiência tradicional de museu estático.
— Ainda há muitos museus que precisam ser melhorados tanto em programação quanto em infraestrutura. Mas o que realmente faz falta na cidade da Bienal do Mercosul é um centro de arte contemporânea de ponta digno da produção artística do Estado _ aponta José do Nascimento Júnior.
O Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (MAC) poderia ser um exemplo do que pede o presidente do Ibram, porém, a instituição não conta com sede própria. Seu acervo, ainda incipiente, está abrigado há anos temporariamente na Casa de Cultura Mario Quintana. Cultuar o passado é preciso, mas a capital do Estado onde há mais centros de difusão de cultura per capita não é exatamente um exemplo quando o assunto são os museus que vislumbrem o futuro.
Visualizar Museus de Porto Alegre em um mapa maior
ZERO HORA
terça-feira, 26 de abril de 2011
Gafes Reais
Certa vez, há uns dois anos atrás, estava conversando com uma grande amiga sobre foras e gafes que damos por aí. Naquela ocasião, lembro bem que disse a ela que sempre devemos tomar cuidado ao expressar nossas opiniões sobre qualquer assunto em público, pois nunca sabemos o que o grupo ao nosso redor pensa totalmente. Pois é. Hoje, estava eu tranquila e zen ouvindo as conversas ao meu redor. Eis que surge o assunto mais comentado dos últimos dias: o casamento real entre o Príncipe William e Kate Middleton, que ocorrerá na próxima sexta-feira. Podem me chamar de frívola, de fútil, mas quero assistir e me dou o direito a isso, não me importa a opinião alheia. Creio, dentro do meu nada diminuto cérebro, que preciso de pelo menos um assunto frívolo dividindo o espaço com trezentos zilhões de problemas e assuntos seriíssimos com os quais preciso lidar diariamente. Vejo todo santo dia cada coisa feia, imunda e violenta que simplesmente preciso e irei assistir a um espetáculo-casamento cheio de pompa, luxo e gente bonita (quase todos). Não estou nem aí para quanto dinheiro foi gasto. Nem tô. No nosso país também sustentamos a maior galera a pão-de-ló, inclusive a nossa querida família imperial (sim, também temos realeza!), além de muuuuuitos políticos e assessores e agregados e agrupados e a corte e o picadeiro, só que nenhum deles é sir, lady, conde ou qualquer outro título super chique. Só que aqueles royal british super chiques lá descendem de outros royal british super chiques que um dia lutaram, a sua maneira, para melhorarem o seu país, transformando-o em potência mundial, além, é claro, de encherem seus devidos bolsinhos. E aqui, o que fizeram? Grilo, grilo, grilo...
Mas voltando ao assunto anterior - as gafes -, sabe quando as pessoas começam a debochar de você sem saber que estão debochando de você? Pois é. Fiquei eu lá, parada, muda, tentando, por todo amor do bom Deus, fazer com que meu ouvido seletivo começasse a funcionar, mas não deu. Então, fiquei ali, parada, mastigando meu lanchinho, esperando a ventania passar. Acho que tempestade de merda define melhor o que eu ouvi, mas enfim...
Se posso dar um conselho para você, aí vai: NUNCA deboche de algo sem saber se a pessoa que está ao seu lado não gosta disso.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Curiosidades dos anos 1600 a 1700
Pode não ser novidade mas o relato é interessante e uma reflexão sobre épocas e costumes não estaria fora de propósito...
Ao se visitar o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o suntuoso palácio não tem banheiros. Na Idade Média, não existiam escovas de dente, perfumes, desodorantes, muito menos papel higiênico. As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.
Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene. Vemos nos filmes de hoje as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que eram propositalmente feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e à quase inexistência de água encanada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham lacaios para abaná-los, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de também espantar os insetos.
Quem já esteve em Versalles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas “usados” como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia banheiro.
Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de junho (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim, em junho, o cheiro das pessoas ainda era tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam buquês de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos “maio” como o “mês das noivas” e a explicação da origem do buquê de noiva.
Os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que era possível “perder” um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês “don’t throw the baby out with the bath water”, ou seja, literalmente “não jogue o bebê fora junto com a água do banho”, que hoje usamos para os mais apressadinhos.
Os telhados das casas não tinham forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais – cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a pularem para o chão. Assim, a nossa expressão “está chovendo canivete” tem o seu equivalente em inglês em “it’s raining cats and dogs” (está chovendo gatos e cachorros).
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada. Lembremo-nos de que os hábitos higiênicos, da época, eram péssimos. Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.
Os copos de estanho eram usados para cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo “no chão” (numa espécie de narcolepsia induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.
A Inglaterra é um país pequeno, onde nem sempre havia espaço para se enterrarem todos os mortos. Então os caixões eram abertos, os ossos retirados, postos em ossários, e o túmulo utilizado para outro cadáver. Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.
Assim, surgiu a ideia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria “saved by the bell”, ou “salvo pelo gongo”, expressão usada por nós até os dias de hoje.
Autor desconhecido
sábado, 12 de março de 2011
Bravo, Bravíssimo Maestro, ou o Obituário da cultura de resultados
Quando vemos gestores de organizações tomando algumas atitudes que vão contra o fluxo da história, paramos para tentar entender o porquê de seus procedimentos. Fazem isso, às vezes, por ignorância, outras por pressão institucional por resultados, e em alguns casos, por deformação moral. Rasgar a História de um grupo pode parecer tarefa fácil, mas exige alguns procedimentos. Primeiramente tire seu credo, sua crença. Segundo, tire seu foco, seu objetivo, pois de nada adianta pessoas que não sabem para onde ir, aonde chegar. E em terceiro, deponha, demita, elimine seu líder. Velha receita já nos ensinada a muito por Maquiavel. A demissão do Maestro João Paulo Sefrin da regência do Coral Unisinos, não cala somente a vez e a voz de nosso mestre, mas cala e fere toda uma geração de cantores e cantoras, que foram criados sob sua égide e seus ensinamentos, que por sua vez nunca nos deixou que nos esquecêssemos dos nossos mentores. Da professora Silvia Prieto precursora e seu violão na década de sessenta, do professor Thomas nosso primeiro regente na década de setenta, do inesquecível Zé Pedro, da professora Lúcia Passos, e de todos, centenas de cantores que passaram pelo Coral Unisinos nestes quase quarenta e cinco anos. Eis aqui, a diferença, que admito possa ser a nossa diferença, mas que não está comprometida com uma visão que aceita a opressão, a injustiça, a indiferença. Visão esta nos ensinada dentro das salas de aula da Unisinos e difundida pela Companhia de Jesus nestes pagos desde os longínquos anos de 1628. Na convivência com o Maestro Sefrin, vivenciamos não somente música, mas respeito ao próximo, as diferenças, e as pessoas. Líder nato, humano como só ele, Maestro na concepção da palavra, nosso mestre, amigo, nosso professor. Que este texto não pareça o obituário de nosso mestre e amigo, mas que sirva como obituário de nossos projetos, ideais, nossos sentimentos como grupo, que termina aqui para esta geração que acreditava na cultura pela cultura, na música como instrumento que pode e muda sim a vida, o meio e o entorno das pessoas. Mudou nossas vidas enquanto cantores e das pessoas que de alguma forma e em algum momento foram tocadas por nossos sentimentos. Embora possa servir sim de obituário, pelo menos nosso obituário para um projeto que fora eleito pela Unisinos para a área cultural que prima pela ignorância, pela pressão institucional por resultados, e em alguns casos por deformação moral, quando copia projetos passados e por nós vividos, mudando somente seus nomes e títulos.
Paulo Henrique Rodrigues Machado
Ex-Coralista do Coral Unisinos
phrmachado@yahoo.com.br
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